As pessoas podem se sentir desconfortáveis com sua aparência, mas o limite sobre esta visão sobre si mesmo deve ser algo questionado. Ninguém deve se sentir inadequado, especialmente quando se compara a padrões que foram incutidos pela cultura, a sociedade ou a coletividade.

 

Pensar em fazer uma cirurgia plástica deve te levar ao consultório de um médico. A primeira decisão, sem dúvida, é pelo profissional. Você poderá guiar-se (inicialmente) por indicações de pacientes, por exemplo. Certifique-se que seu médico escolhido é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, acessando aqui. Basta uma consulta simples ao banco de dados, online.

 

O próximo passo é entender o que motiva o desejo de mudar o corpo. No consultório, os pacientes devem ser encorajados a falar abertamente sobre questões como a ansiedade ou medos ligados a tudo que envolve a vontade de se submeter a uma cirurgia.

 

O cirurgião plástico é habilitado a indicar (ou não) o procedimento, por meio de avaliação clínica e de exames laboratoriais.

 

Os aspectos comportamentais são componentes valiosos da análise do especialista. Projetar no resultado do procedimento a resolução de problemas estéticos pode servir como um alerta. Pergunte-se: por que quero fazer a cirurgia? E não subestime as respostas que vierem. Observe com calma e peça ajuda ao seu médico.

 

Lembre-se:

 

Para todas as pessoas, construir internamente uma imagem razoável, realista e confortável sobre ‘quem sou eu’ é importante. Se a cirurgia plástica pode (ou não) fazer parte do que constitui essa ideia, e ajuda a criar um estado de bem-estar e segurança, então este também é um sinal importante.

 

Existe uma diferença entre autoimagem e autoestima; e ainda o conceito do ‘eu idealizado’.

 

  • Autoimagem: pode-se dizer que é a imagem que a pessoa tem dela mesma, de ‘fora para dentro’. É um conceito baseado no que você sente, pensa e vê sobre quem você é. Essa imagem influencia seu comportamento, características de sua personalidade e o seu tratamento com a vida, no momento presente (agora).

 

  • Autoestima: é o que determina o quanto você aceita, gosta e respeita a si mesmo, seus limites e valores internos. É a ideia que você tem sobre sua imagem e sobre suas características ‘não concretas’, portanto, depende da interpretação e percepção que a pessoa tem da sua autoimagem e do que ela considera como ‘eu ideal’.

 

  • Eu idealizado: podemos dizer que esse conceito é o que te guia com relação ao que você tem como metas, objetivos sobre quem você deseja ser. É a ideia que você tem sobre quem quer ser no futuro, o que influencia diretamente suas escolhas, seu desenvolvimento como pessoa, de uma maneira integral.

 

De uma maneira geral, essa decisão é influenciada por esses conceitos e percepções; e o médico é quem tem condições de avaliar e ajudar nesse direcionamento.

 

A cirurgia plástica tem indicações claras de condições de saúde para que seja realizada de maneira segura e tranquila.

 

Os padrões de beleza mudam, ao longo do tempo. Aceitar a natureza das próprias curvas é o que torna a autoestima forte, e pode ajudar a estimular hábitos saudáveis.

  • Entenda todos os pontos sobre internação, diárias ou tempo estimado de recuperação, dentro do ambiente hospitalar. Planeje a realização do procedimento tendo à disposição do cirurgião plástico escolhido e sua equipe; e todos os recursos necessários para o atendimento de qualquer intercorrência.

 

  • Confie no seu médico. Estabeleça uma relação de confiança e escute a indicação clara sobre o que deve ser feito. A prática clínica coleciona casos de pessoas que buscavam fazer um procedimento e o cirurgião pode direcionar o tratamento, evitando exageros ou danos à saúde.

 

  • Não omita informações. Para quem tem problemas cardíacos ou diabetes, por exemplo, os cuidados na sala de cirurgia podem demandar a presença de outros especialistas ou sua avaliação. Tudo será considerado pelo cirurgião plástico.

 

  • Faça todos os exames, no tempo solicitado pelo médico. Siga sempre rigorosamente todas as orientações médicas.

 

DR SPÍNDOLA

CRM 92759

*Residência Médica em Cirurgia Geral por 2 anos no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo.
* Residência Médica em Cirurgia Plástica por 3 anos no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo.
*Especialista em Cirurgia Geral pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
*Especialista em Cirurgia Plástica pelo MEC – Ministério da Educação.
*Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).