A beleza de cada um é um conceito criado a partir de um conjunto de fatores muito subjetivos, que vão da maneira como a pessoa vê a si mesma (sua autoimagem) até ideias culturalmente introjetadas sobre o que é ideal e aceito socialmente.

Nada disso pode guiar sua escolha na hora de fazer procurar um cirurgião plástico.

A projeção de que aconteça uma mudança de vida por conta de um procedimento cirúrgico estético pode implicar em criar expectativas não realistas quanto aos resultados.

E mesmo as pessoas mais “resolvidas” podem se surpreender ao entender o quanto a cultura e aos conceitos, que estamos socialmente acostumados a entender como padrão, estão introjetados em nossos comportamentos e desejos.

Cultuar a imagem é uma prerrogativa da vida conectada à aparelhos celulares.

Veja alguns fatos:

  • Um estudo divulgado ano passado mostrou os resultados de uma pesquisa da Academia Americana de Cirurgia Facial, Plástica e Reconstrutiva, que relaciona as selfies e a procura por cirurgias plásticas.
  • 55% dos cirurgiões plásticos atenderam, em 2017, que queriam fazer uma cirurgia para aparecer melhor em suas selfies.
  • O porcentagem de atendimentos ligados ao mesmo desejo (ficar melhor na foto do celular) em 2013 era de 13%.
  • A maioria (56%) dos médicos também informou que o número de pacientes que buscam cirurgias plásticas para produzir fotos boas teve uma queda na idade: os pacientes apresentam menos de 30 anos.

As pessoas podem até se sentir desconfortáveis com sua aparência, mas o limite sobre o quanto a visão sobre si mesma afeta a vida, isso é algo que deve ser questionado.

Veja 10 recomendações médicas relacionadas a decisão sobre fazer (ou não) uma cirurgia plástica:

  1. Procure um médico especialista em cirurgia plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Consulte se o nome dele consta da lista disponível neste link: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao/
  2. Entenda todos os pontos sobre internação, diárias ou tempo estimado de recuperação, dentro do ambiente hospitalar. Planeje a realização do procedimento tendo à disposição do cirurgião plástico escolhido e sua equipe; e todos os recursos necessários para o atendimento de qualquer intercorrência.
  3. Compartilhe com seu médico os motivos que te levaram à procura por uma mudança no corpo. No consultório, os pacientes devem ser encorajados a falar abertamente sobre questões como a ansiedade ou medos ligados a tudo que envolve a vontade de se submeter a uma cirurgia.
  4. Ouça atentamente as recomendações do cirurgião plástico, que é o profissional de saúde apto a indicar e está habilitado para fazer um procedimento cirúrgico estético.
  5. Para decidir sobre questões específicas da cirurgia, como o tamanho de uma prótese, por exemplo, esteja aberto a entender cada parecer feito pelo médico. Respeitar as medidas naturais do seu corpo e criar uma silhueta harmônica, fazem parte das técnicas cirúrgicas e a avaliação das de medidas e protocolos que só o médico entende. Confie no especialista para tomar uma decisão segura e saudável.
  6. A avaliação clínica detalhada, individualizada, e os exames solicitados pelo médico são etapa decisiva para saber se você está preparado ou preparada para a cirurgia, com boa saúde. Siga todas as recomendações médicas, em todas as etapas.
  7. Faça todos os exames em tempo hábil, conforme solicitados pelo médico.
  8. Não omita informações. Para quem tem problemas cardíacos ou diabetes, por exemplo, os cuidados na sala de cirurgia podem demandar a presença de outros especialistas ou sua avaliação. Tudo será considerado pelo cirurgião plástico.
  9. Pergunte todos os detalhes e tire as dúvidas que surgirem sobre o lugar onde será feita a cirurgia, assim como os procedimentos pré e pós-operatórios relacionados à sua cirurgia.
  10. Programe-se junto com o médico e sua equipe para saber quais acessórios serão indicados no seu caso; e entenda como fazer o uso correto de cintas ou sutiãs, por exemplo. Planeje-se para reservar as datas do acompanhamento, depois da cirurgia.       

Enxergue-se sem ver padrões

Hoje em dia, fala-se muito em três classificações que ajudam pessoas e profissionais de saúde como os cirurgiões plásticos, fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos a identificar tipos físicos por meio de somatotipos. A teoria é de 1940, desenvolvida pelo fisiologista americano William Herbert Sheldon, e leva em consideração características da estrutura física, gênero com o qual a pessoa se identifica e atributos morfológicos.

Você sabe qual é o seu tipo físico? Faça seu teste clicando aqui.