Retirar o excesso de gordura da barriga é um desejo de quase todas as pessoas. Felizes com o peso ou não, todo mundo sempre acha que pode melhorar a aparência do ‘tanquinho’’ especialmente quando pensa no verão. Mas será que todo mundo deve fazer uma abdominoplastia?

Sua resposta precisa ser construída com a ajuda de um especialista médico.  A abdominoplastia é a cirurgia plástica que redefine os contornos da barriga, tirando o excesso de gordura e pele do abdômen; e é altamente individual: jamais deve ser uma escolha que leva em conta opiniões de outros além do paciente ou a busca por atingir algum padrão.

Mulheres e homens com alto índice de perda de peso, e que provavelmente sofram com o excesso de pele, podem ser candidatos ao procedimento. Mas excesso de peso não é uma condição que naturalmente leva à cirurgia. Há casos de pessoas muito magras com gordura localizada, que podem optar e serem eletivos para uma lipoaspiração e retirada de gordura na lateral do abdômen, o que alguns cirurgiões plásticos ou até leigos podem chamar de micro abdominoplastia.  

Em qualquer caso, a cirurgia de retirada de excesso de gordura do abdômen consiste em um procedimento cirúrgico que restaura os músculos quando eles estão enfraquecidos ou separados, retirando a gordura excedente e a pele. O intuito é criar uma aparência mais definida, com tônus e suavidade.

É um recurso que poderá ser utilizado quando esses resultados não foram atingidos com dietas para controle de peso e exercícios. Até porque, pessoas com peso e proporção corporal consideradas normais (dentro dos índices de medição de massa corpórea) podem apresentar abdômen frouxo, flácido ou protuberante. E isso tudo pode ser o resultado de:   

  • Gravidez;
  • Envelhecimento;
  • Oscilações significativas no peso;
  • Hereditariedade;
  • Cirurgia prévia.

Tipos de abdominoplastia

Um cirurgia de abdominoplastia pode levar de 2 a 3 horas, sem intercorrências, mas o tempo médio pode oscilar de acordo com o trabalho de cada cirurgião. Em resumo, podemos dizer que existem alguns tipos de cirurgia:

Abdominoplastia ‘clássica’:

é o procedimento que retira pele em excesso desde a altura do púbis (contando a ossatura) até a altura do umbigo. Nesta técnica é comum associar a lipoaspiração, que extrai a gordura. Todos os músculos também são revistos e reposicionados, além disso eles precisam ser costurados para restabelecer a aparência firme do abdômen.

Abdominoplastia estendida ou circunferencial:

É o procedimento de retirada do excesso de pele, que inclui a área que vai até as costas, em sua parte mais inferior. O objetivo é eliminar a pele flácida e gordura. O abdômen inferior e superior são modificados, além de reconstruir o umbigo do/a paciente.

Mini abdominoplastia:

Inclui a área abaixo do umbigo. Soluciona problemas como a flacidez e aparência de ‘pochete’ e envolve uma cicatriz menor.  

O que é importante saber?

Abdominoplastia não é uma maneira de emagrecer. Pode parecer óbvio, mas a verdade é que as metodologias que envolvem reeducação alimentar, perda de peso ou mudança de rotina diária na alimentação são sempre bem vindas, quando há necessidade de mudar hábitos. Antes ou depois de uma cirurgia, essas evoluções serão bem vindas.

A indicação para a abdominoplastia deve ser feita por um cirurgião plástico, que oriente e avalie cuidadosamente quem pretende submeter-se a ela. É uma cirurgia que não substitui, de maneira nenhuma, a orientação para mudanças de hábito em direção a uma vida mais saudável ou o planejamento para perda de peso e exercícios físicos.

A abdominoplastia também não remove ou é indicada para remover corrigir estrias, embora possa acabar por removê-las ou melhorá-las como consequência da cirurgia. Isso acontece quando as estrias estão em locais em que a pele está excessiva e, portanto, a remoção faz parte do procedimento. Geralmente acontece nas áreas abaixo do umbigo.

Resultado pra sempre?

Pode-se dizer que, tecnicamente, os resultados de uma abdominoplastia são permanentes; no entanto, se o paciente apresentar oscilações severas de peso após a cirurgia, a aparência conseguida depois do procedimento pode ficar comprometida.

A recomendação é que, quando o paciente projeta perder peso substancialmente ou mulheres que consideram futuras gestações, o procedimento a abdominoplastia deve ser postergada.

 

Perguntas Frequentes

Principais dúvidas sobre os procedimentos

Retirada de gordura localizada em regiões como culotes, flancos, quadril, abdômen, costas, coxas, púbis, braços e papada.

São feitas pequenas incisões em locais estratégicos onde é introduzida uma cânula para retirar o excesso de gordura.

São mínimas, medindo entre 5 e 8 milímetros. Ficam escondidas nas pregas naturais do corpo.

Local com sedação, peridural ou geral, dependendo do volume de gordura que será aspirado.

De 1 a 3 horas, dependendo do volume e regiões aspirados.

Pode variar de algumas horas até um dia.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica indica a retirada máxima de 5% a 7% de todo o peso corporal, por considerar uma porcentagem segura. Por isso, em alguns casos são necessários procedimentos em duas fases com intervalo mínimo de três meses.

Para que o resultado seja satisfatório, é importante que a pele apresente boa elasticidade a fim de garantir a retração adequada. Vale lembrar que a lipoaspiração não é um método de emagrecimento, já que sua principal finalidade é remodelar os contornos corporais harmoniosamente.

É preciso realizar todos os exames solicitados pelo cirurgião e informá-lo sobre todos os remédios que faz uso, desde anticoncepcionais até antidepressivos. Na cirurgia, você será anestesiada (o) e alguns medicamentos podem alterar a coagulação levando a um sangramento excessivo. Se estiver tomando medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, antigripais, inibidores de apetite, ginseng ou gincobiloba, interrompa o uso 14 dias antes da cirurgia.

Manter a pele bem hidratada potencializará o resultado da cirurgia. Invista em tratamentos que estimulem a oxigenação, tonificação e eliminação de toxinas. As drenagens linfáticas acompanhadas de esfoliação e hidratação corporal são excelentes aliadas neste processo.

Use a cinta modeladora junto com a placa compressiva por um período de 60 dias e a meias de compressão por até 8 dias. Evite movimentos bruscos, principalmente na primeira semana. Escolha roupas leves e que não marquem, sua pele estará muito sensível. Geralmente há edema (inchaço) e equimoses (manchas roxas), que se resolvem sozinhos em 21 dias na maioria dos casos. A drenagem linfática é indicada após 4 dias da cirurgia no intuito de acelerar a recuperação, reduzir o inchaço, o endurecimento e oferecer bem-estar. Evite o sol, pois ele age tanto nas equimoses (manchas roxas) quanto nas cicatrizes recentes, podendo pigmentar a pele e deixar uma marca permanente. Após o 3º dia, não existe qualquer inconveniente em se expor ao sol ao sair de casa, mas não saia sem aplicar o protetor solar FPS 30. Entretanto, para exposições longas (praias, banhos de sol), aconselha-se aguardar um período mínimo de 90 dias.

De 3 a 5 dias. A prática de exercícios só deve ser retomada após 21 dias, com movimentos leves. Para exercícios de “alto impacto”, o ideal será esperar 60 dias.